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Acessibilidade urbana foi discutida no segundo dia do Congresso de Turismo Muito Especial de Pernambuco

Publicado em 02 de Dezembro de 2009 - 09:30
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Os destinos acessíveis, a acessibilidade urbana e o turismo cultural para a pessoa com deficiência deram o tom das três mesas do segundo dia de Congresso de Turismo Muito Especial de Pernambuco, no Recife Palace Hotel, em Boa Viagem.


O painel “Destinos Acessíveis” foi um dos destaques do Congresso. A mesa foi formada pelo diretor do Departamento de Turismo e Cultura da Prefeitura de Socorro (SP), Carlos Alberto Tavares, pela assessora especial da Secretaria de Turismo de Pernambuco, Michelle Lima, e por Giovana Guedes e Patrícia Benites, representantes da EcoAção Turismo de Aventura. Em pauta, a experiência bem sucedida da cidade de Socorro (SP) – considerada a mais acessível do país e eleita pelo Ministério do Turismo como um destino referência –, o turismo de aventura voltado para a pessoa com deficiência oferecido pela EcoAção e a posição do Governo de Pernambuco, que expôs o que a iniciativa pública está fazendo para melhorar a vida das pessoas com deficiência no Estado. 


“O que nós fizemos em Socorro só foi possível devido às parcerias com as empresas do trade turístico. A partir do momento que provamos que, além de gerar inclusão, elas só tinham a lucrar, tudo caminhou mais rápido do que aconteceria se fosse feito apenas pela Prefeitura”, ressaltou Tavares, mostrando que a burocracia e os trâmites públicos seguem sendo um dos maiores entraves às mudanças.


Discutindo a “Acessibilidade Urbana – Transporte”, o arquiteto e urbanista José Antônio Lanchoti, Doutor em acessibilidade, mostrou exemplos de modificações simples na organização das cidades que adaptam o meio urbano a todos. “Não basta colocar uma rampa na entrada de um estabelecimento ou uma barra de apoio nos banheiros se as pessoas não têm meios de transportes e vias que possibilitem chegar lá”, lembrou Lanchoti.


Já a psicóloga Daina Leyton apresentou o tema “Turismo Cultural Acessível” expondo dados e projetos realizados pelo Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo. Leyton coordena há cinco anos o Programa Igual Diferente, que orienta e estimula a apreciação artística por meio de cursos regulares e gratuitos para públicos com necessidades especiais, além de encabeçar, também, o projeto Aprender para Ensinar, que capacita jovens surdos e os torna monitores das exposições de arte do MAM. “Quando comecei estes trabalhos achei a idéia estranha, mas é extremamente enriquecedor observar a forma que as pessoas com deficiências variadas entendem a arte”, comemora.


FONTE:


Raquel Motta