Com dois acordos assinados recentemente pelos governos brasileiro e francês sobre a biodiversidade amazônica, autoridades, professores e pesquisadores se reuniram, no encontro “Biodiversidade em Questão: Cooperação entre o Museu Nacional de História Natural da França (MNHN) e o Brasil, realizado até hoje, dia 30, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que faz parte da programação oficial do Ano da França no Brasil, para tentar ampliar a cooperação científica e melhor organizar a troca e o armazenamento de dados nesta área”.
“Temos muitas pesquisas sendo realizadas sobre a biodiversidade tanto no Brasil como na França, mas precisamos definir uma estratégia comum, ou seja, identificar os assuntos prioritários. Com isso, vamos elaborar um plano de ação para submeter às autoridades e poder dar continuidade a nosso trabalho de forma mais centralizada”, explicou a coordenadora do evento, Myriam Néchad, do Museu Nacional de História Natural da França.
Na mesa de abertura do encontro, o diretor de Programas Temáticos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), José Oswaldo de Siqueira, disse que o Ano da França no Brasil representa uma grande oportunidade para o controle e a governança das ações de cooperação em biodiversidade, recursos naturais e ecologia, que ainda são muito fragmentadas. “Temos um imenso desafio para intensificar a colaboração com países em estados mais avançados. Nossa expectativa aqui é de estruturar esta plataforma de ações”, declarou José Oswaldo.
“Encontros como estes são importantes para a cooperação bilateral, que pode perenizar as relações entre os laboratórios de pesquisa brasileiros e franceses no contexto do desenvolvimento sustentável”, afirmou o pesquisador francês Philippe Grand Colas, do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês).
Durante este encontro na UFRJ foi apresentado um protótipo do herbário virtual de Saint Hilaire, um site de livre acesso para cidadãos brasileiros e franceses com o registro de inúmeras espécies naturais para consultas e estudos.
Fonte: BrasilTuris Jornal