Principal atração turística do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor passou nos último meses por mais uma restauranção. E desde sua abertura, há cerca de três semanas, os velhos problemas continuam à tona. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ), Alfredo Lopes, escreveu ao site do Mercado & Eventos um artigo indignado com a situação.
Confira na íntegra o documento:
"Cristo Redentor: fiscalização deficiente, problemas recorrentes
É lamentável assistirmos à degradação do principal cartão postal de nosso país, motivador de visitação de milhares de turistas nacionais e estrangeiros e eleito uma das sete novas maravilhas do mundo. Infelizmente, já não podemos dizer que somos pegos de surpresa. Os constantes incidentes envolvendo o monumento - que ainda tem um forte apelo de religiosidade - tornaram-se recorrentes, o que aumenta ainda mais a nossa indignação. Somente no primeiro semestre deste ano, o Cristo Redentor já teve seu acesso interrompido diversas vezes por greves dos servidores de órgãos ambientais, já sofreu com as fortes chuvas que atingiram a cidade e, depois de passar por quase três meses de restauração e estar completamente preparado para receber turistas do mundo todo, o que se vê é mais uma divulgação negativa do ponto turístico mais visitado da cidade, dominado pela atuação ilegal das cooperativas de transportes e guardadores irregulares. Acompanhamos de perto todo o esforço dos operadores do Trem do Corcovado para a melhoria do entorno. E mais, participamos ativamente de todos os esforços conjuntos para a captação de eventos de relevância internacional que tragam benefícios a curto, médio e longo prazo para o destino. Mas ao invés de comemorar o bom funcionamento da atividade turística carioca, não podemos deixar de temer pelos turistas que saem de nossa cidade se sentindo lesados. É desgastante. O momento pede mais do que nunca um acompanhamento contínuo e uma atuação permanente das autoridades responsáveis, sob pena de causar prejuízo irreversível para a arrecadação turística, classe hoteleira, e, principalmente, impactos negativos para a imagem da cidade e do país.
Alfredo Lopes é presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ)."
Fonte: Mercado e Eventos