Instituto IDEIAS

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Turistas de eventos injetam US$ 35 milhões na economia nacional

Publicado em 14 de Outubro de 2009 - 11:34
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Uma pesquisa encomendada pelo MTur, por meio da Embratur, à FGV (Fundação Getúlio Vargas) revela indicadores positivos sobre o segmento turístico de negócios e eventos no Brasil. Os números foram apresentados na manhã da última terça-feira, na capital paulista pelo ministro do Turismo, Luiz Barretto, e pela presidente da Embratur, Jeanine Pires.

O estudo Impacto Econômico dos Eventos Internacionais Realizados no Brasil, que desde 2003 faz parte da política de captação de eventos da Embratur, analisa a movimentação econômica direta e indireta e o perfil do turista estrangeiro que participou de eventos técnico-científicos (conferências, colóquios, encontros, congressos, fóruns, simpósios, reuniões, wokshops, competições, seminários) de diversos segmentos, realizados no período compreendido entre setembro de 2007 e dezembro de 2008. Trinta e seis eventos foram selecionados para a pesquisa e divididos por área: Administração, Agronegócios, Aventura, Beleza, Biotecnologia, Economia, Educação, Engenharia, Esporte, Medicina, Meio Ambiente, Petroquímica, Relações Internacionais, Religião e Tecnologia.

Os pesquisadores entrevistaram 5.132 participantes estrangeiros de eventos sediados por 14 cidades brasileiras. O resultado oferece um visão geral e real a respeito do potencial do segmento, com uma margem de erro de 5%.

Além de detalhar o gasto médio diário e perfil socioeconômico (país de residência, faixa de renda etc.) do turista estrangeiro que vem ao país, o levantamento buscou o tempo de permanência no Brasil, a imagem em relação à cidade que sediou o evento e a intenção de retorno ao país. “Sediar eventos é apresentar-se ao mundo”, definiu o ministro Luiz Barretto.

Em termos de impacto direto, os eventos pesquisados injetaram US$ 34,9 milhões na economia nacional, dos quais U$ 21,5 milhões (61,5%) correspondem às despesas com hospedagem e alimentação. Também merecem destaque as atividades comerciais, com 12% do total dos gastos realizados pelos participantes dos eventos analisados. “Os números mostram que este é um turista diferenciado, com nível escolar superior, alto poder aquisitivo e que busca praticidade, comodidade, atendimento e equipamentos de altamente qualificados. Essas características se refletem nos gastos desses turistas”, afirmou o ministro.

O gasto dos visitantes estrangeiros também gerou um valor agregado de US$ 16,3 milhões, dos quais US$ 11,3 milhões destinados a pagamento das remunerações dos trabalhadores e à geração de 1.563 empregos. Entre os entrevistados, 66,2% visitavam o País pela primeira vez. “Isso faz com que a imagem desse turista sobre o País seja reforçada ou melhorada a partir dessa oportunidade”, observou Jeanine Pires.

Fonte: Jornal de Turismo