"Lixo Extraordinário" é aplaudido de pé em Harvard
Emoção, realidade e sofrimento humano foram os ingredientes que se misturaram para "esquentar" a fria atmosfera acadêmica de uma das instituições mais prestigiadas do mundo, a Universidade de Harvard, nos EUA.
A exibição do documentário "Lixo Extraordinário" na semana passada, que foi indicado ao Oscar de melhor documentário de 2011, emocionou a plateia e surpreendeu os organizadores do evento. A apresentação tinha a previsão de durar 30 minutos, mas acabou se estendendo por mais de uma hora.
A ótima repercussão do documentário, que consumiu três anos de gravação e acompanhou a trajetória de um projeto social do artista plástico Vik Muniz com catadores do lixão de Gramacho, em Duque de Caxias, motivou os acadêmicos de Harvard a transformarem a vida dos catadores no Brasil (são 1,2 milhão de catadores) num Estudo de Caso sobre o tema.
Um dos principais problemas enfrentados pelos catadores brasileiros é a informalidade do mercado de reciclagem. Somente como exemplo: apesar de o país ser líder no reaproveitamento de latinhas de alumínio (98% reciclado), cerca de 90% do trabalho é feito pelos catadores.
Além do filme, foi apresentado um trabalho sobre a situação atual do lixo no Brasil e o projeto de longo alcance feito com as pessoas que trabalham na coleta.



