É preciso baratear o turismo interno
O governo federal afirma que a crise já passou. A Federação das Indústiras do Estado de São Paulo (FIESP) já trata do assunto como pós-crise. A taxa de emprego, segundo o Ministério do Trabalho, voltou a subir depois de um período de queda. Três motivos que reforçam a teses de que o pior já passou e com isso a rotina de viagens internacionais volta á tona no Brasil. A opinião é do vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Regonal e Turismo do Senado, senador César Borges (PR-BA). Segundo ele, o turismo foi afetado pela crise porque no primeiro momento, com a alta do dólar, as pessoas deixaram de ir para o exterior, mas a situação não durou muito tempo. “Agora, o dólar já caiu e as pessoas voltaram a preferir viajar para fora”, justificou.
Para ele é preciso baratear o produto turístico brasileiro porque, no Brasil, o turismo interno é tão caro que se prefere fazer o turismo externo. O segredo para redução de custo, segundo ele, é dar facilidades ao investimento, desonerando de impostos a atividade hoteleira, os restaurantes, entre outros setores: “Os custos da atividade também são muito altos, impróprios para a dinâmica do setor. Por exemplo, um hotel paga energia igual a uma indústria, mas tem sazonalidade. Tem época que se está com o hotel cheio, mas em outras está vazio e existe o chamado fator de demanda pelo qual se paga pelo pico, diferente de uma casa, onde se paga apenas pelo consumo. Então, o hotel paga o pico de um único mês, e aquele pico é pago pelos 11 meses seguintes”, disse.
Além da crise econômica, outro fator negativo para o setor neste ano é a gripe H1N1. Apesar de ter terminado o inverno, o senador está preocupado com o novo surto que pode acontecer no hemisfério norte, principalmente Estados Unidos, ao lado do Brasil como dois dos países que registraram maior número de infectados. “O Senado tem promovido audiências públicas para discutir esses temas e propor soluções. Especificamente quanto à crise econômica também foram aprovadas diversas medidas provisórias que ajudaram na recuperação Nesse sentido, destaco algumas medidas: as reduções das alíquotas do imposto de renda; a ampliação da oferta de crédito dos bancos públicos, adcionando R$ 100 bilhões aos recursos do BNDES, destinados ao financiamento de investimentos, e a antecipação do reajuste do salário mínimo, que injetou R$ 27 bilhões na economia. Os resultados estão colhendo agora. O PIB cresceu 1,9% e esse desempenho foi influenciado sobretudo pelo setor de serviços, que foi o único que cresceu frente ao segundo trimestre de 2008. Em agosto, o setor de serviços foi responsável pela geração de 85.568 novas vagas, contribuindo decisivamente para a geração recorde de empregos: 242.126, o melhor resultado desde 1992. São sinais evidentes que estamos superando a crise e o Senado foi aliado do Governo nessa estratégia”, completou o senador.
Fonte: Diego Verticchio / ABAV


