A Casa de Cultura Heloísa Alberto Torres
Durante o trabalho de campo realizado pelo Projeto Força Cultural de Itaboraí, o IDEIAS identificou alguns locais que sobrevivem e alimentam a população com cultura. A Casa de Cultura Heloísa Alberto Torres é um desses locais. De propriedade do IPHAN, e administrado pela Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, a casa existe desde a década de 60 como centro cultural da cidade.
O Casarão era propriedade da antropóloga Heloisa Alberto Torres, especialista arqueologia e etnografia, ela escreveu livros importantes na área de cultura, como Cerâmica de Marajó e Arte Indígena da Amazônia.
Dado seu interesse por cerâmica e atividades em arqueologia que empreendeu por toda vida, não é estranho que Heloísa tenha escolhido passar seus últimos anos de vida em Itaboraí.
Falecida em 1977, sua casa se transformou no verdadeiro centro cultural da cidade. Quem visita hoje a Casa de Cultura tem acesso a mais de oito mil obras abordando temas que vão desde política até antropologia, sociologia e direito.
Além do acervo elaborado por Heloísa, a Casa se manteve preservada e é um verdadeiro passeio ao passado da cidade. O mobiliário é do período colonial e imperial, e uma interessante curiosidade é o guardda-casaca que pertenceu ao famoso escritor romântico Joaquim Manuel de Macedo, autor de “A Moreninha”.
A Casa promove em seu espaço muitos exposições, algumas permanentes e outras temporárias, de artes plásticas, artesanato e fotografia. No quintal dos fundos são promovidos espetáculos de teatro e música para preservação e difusão da cultural local.
O Projeto Força Cultural de Itaboraí é um patrocínio da Unesco/Monumenta/Ministério da Cultura, uma iniciativa do Instituto IDEIAS em parceria com o Sebrae/RJ e apoio das Secretarias Municipais de Educação e Cultura; Planejamento e Coordenação e Agricultura, Comércio, Indústria e Turismo de Itaboraí. Os interessados podem saber mais sobre o Projeto visitando o site www.culturadeitaborai.com.br.



