Como o fim da sacola plástica vai mudar o dia-a-dia dos supermercados
Cris Simon
São Paulo - A partir de hoje, quem fizer compras em redes varejistas como Carrefour, Walmart, Pão de Açúcar, Extra, Coop e Sonda no estado de São Paulo não receberá mais a costumeira sacolinha de plástico para armazenar seus produtos e carregá-los para casa. Terá de levar a própria sacola reutilizável, o carrinho de feira ou ainda comprar uma sacolinha biodegradável pelo preço de custo. A maioria dos supermercados também disponibilizará caixas de papelão para as compras maiores.
A medida, divulgada pela campanha “Vamos Tirar o Planeta do Sufoco”, abrange mais de mil supermercados de São Paulo e é um acordo da Associação Paulista de Supermercados (Apas) e do Governo do Estado.
De acordo com João Galassi, presidente da Apas, a previsão é de que cerca de 7 bilhões de sacolas descartáveis deixem de circular no período de um ano.
"Nas cidades onde já implantamos o processo, foi tudo muito tranquilo. Esperamos o mesmo em São Paulo", afirma. "Em Jundiaí, isso existe desde 2010". De acordo com Galassi, um ano depois da substituição na cidade, 77% das pessoas aprovam a ação, com base em uma pesquisa do Ibope Inteligência.
Para as redes que aderiram ao acordo em São Paulo - cerca de 95% das associadas da Apas -, a preparação começou já no ano passado, quando todas iniciaram a venda de sacolas retornáveis, as ecobags.
A rede Extra, do Grupo Pão de Açúcar, ativou duas lojas verdes em maio de 2011 - em Indaiatuba e Vila Clementino - nas quais a distribuição gratuita de sacolas plásticas foi eliminada.
Nessas lojas foram colocadas à venda 13 opções de sacolas reutilizáveis, que vão de cerca de R$ 2,00 a R$ 14,00, além de caixas plásticas dobráveis, carrinhos de lona e dobráveis e sacolas biodegradáveis, chamadas também de biocompostáveis. Embora a aceitação não tenha sido imediata por parte dos consumidores, a maioria passou a adotar ecobags passado um mês do início da campanha.
Fonte: Exame.com


