Crescimento econômico favorece incremento no volume de feiras no país
Adriana Machado
O volume de feiras realizadas no País saiu de 143 em 2001 para 180 neste ano. A afirmação foi feita pelo ex-presidente da Embratur e professor universitário Eduardo Sanovicz, durante a 1ª Conferência Temática sobre Turismo de Negócios e Eventos e o Desenvolvimento do Rio Grande do Sul, realizado na quinta e na sexta-feira da semana passada, em Porto Alegre. A grande mudança apontada por ele nos últimos anos é a pulverização de feiras e congressos, agora realizados em outras regiões brasileiras.
Enquanto até a década de 1990 eles estavam concentrados no eixo Rio-São Paulo, hoje vários estados são responsáveis pela atração e realização de feiras, congressos e outras atividades. Na palestra, Sanovicz ressaltou que já existem 52 cidades brasileiras recebendo eventos internacionais, fator responsável pela oportunidade de inserção de jovens no mercado de trabalho e pela formação de novos destinos. Para o Rio Grande do Sul se consolidar como polo de turismo de negócios, é preciso especializar e segmentar a atuação dos profissionais do setor.
“Os eventos precisam trazer informações que os meios eletrônicos não consigam dar aos participantes”, diz o ex-presidente da Embratur. Outro fator apontado pelo professor para a obtenção do sucesso é a construção de centros de eventos voltados para as necessidades das mulheres, como por exemplo, um espaço para deixar os filhos. Hoje, o turismo de eventos é uma das atividades que mais gera impactos na economia, mobilizando 52 segmentos. Segundo o Ministério do Turismo, o Brasil passou de 21º para 7º no ranking mundial de países que mais realizam eventos internacionais.
Porto Alegre é a quarta capital brasileira que mais recebe esses eventos, conforme apurou o ranking da Internacional Congress and Convention Association (ICCA), recebendo este ano aproximadamente 1 milhão de visitantes. No ano passado, essa quantidade era 20% menor. Em 2011, foram organizados 50 eventos, afirmou a presidente do POACVB (Porto Alegre e Região Metropolitana Convention & Visitors Bureau), Berenice Lewin. Segundo ela, o impacto financeiro na economia da cidade é de R$ 80 milhões.
Fonte: Jornal de Turismo


