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Desejos podem ser transformados em objetos para serem vendidos

Publicado em 03 de Novembro de 2011 - 06:55

Aretha Santana


Goiânia – Os desejos das pessoas podem ser transformados em objetos para serem vendidos, afirmou o antropólogo e cientista social Marcelo Silva Ramos no Seminário Tendências de Comportamento e Consumo. “A ideia é valorizar o que é essencial ao bem-estar no cotidiano das pessoas e não incentivar o consumismo, que nada mais é do que o exagero, a compra do supérfluo”, explicou.


As conclusões de Ramos fazem parte da análise da pesquisa Happiness Brasil, apresentada no Seminário Tendências de Comportamento e Consumo. O evento foi realizado, o último dia 27, pelo Sebrae em Goiás em parceria com o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/CETIQT).


“O objetivo da pesquisa era encontrar a motivação para os valores por trás dos momentos de felicidade e fazer sua correspondência com produtos e serviços que podem ser explorados de forma inovadora pelo mercado”, disse Ramos na palestra.


“Deveríamos investir em liberdade e felicidade, nossos maiores capitais”, aconselhou Mirian Goldenberg, professora do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de janeiro e colunista da Folha de São Paulo, em sua apresetação. Como exemplo de mulher revolucionária, a professora citou a atriz Leila Diniz. “Ela foi um mito de ousadia, humor e irreverência, exibiu sua barriga de gravidez na praia, em plenos anos 70, quando isso era considerado feio e vergonhoso”, analisa a professora.


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Fonte: Exame.com