Ecomuseu da Ilha grande conta a história dos “100 anos da Colônia Prisional”
As sombrias lembranças dos tempos de Ditadura Militar compõem a mostra “100 anos da Colônia Prisional”, no Museu do Cárcere, primeira fase do projeto Ecomuseu da Ilha Grande. Construído dentro das ruínas do Instituto Penal Cândido Mendes, na Vila Dois Rios, o museu reacende a memória desse período.
O local recebe a exposição permanente 100 anos de História da Colônia Prisional (1894-1994). Nela, angústias e tristezas são contadas através de documentos, fotos e objetos. Um resgate que mostra a transformação do hospital de recuperação à penitenciária de segurança máxima. Entre os prisioneiros, estiveram o escritor Graciliano Ramos, autor de Memórias do Cárcere, e o Imperador Dom Pedro II.
Quem visitar o Museu do Cárcere vai conhecer a história do presídio da Ilha Grande e a trajetória política e dos direitos civis no país. A exposição exibe aspectos históricos e culturais da ilha e relaciona o contraponto entre a sua beleza e a condição de isolamento, fatores que compunham, ao mesmo tempo, um paraíso e um obstáculo feroz à liberdade para os encarcerados.
A sala de exposições ocupa o prédio em que funcionava a padaria do antigo presídio. Ali ainda permanece o velho forno à lenha, que chegou a produzir pães diariamente para mais de mil presidiários, e duas máquinas de virar massa. A entrada do Museu do Cárcere fica no que sobrou da demolição do presídio, que é exatamente sua porta principal. Por ali passaram contraventores, mas também presos políticos durante a ditadura.
O Museu do Cárcere é uma iniciativa do Centro de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Sustentável da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Ceads/Uerj) através da professora Míriam Sepúlveda e das museólogas Viviane Wermelinger e Gabriela Faria. O Museu do Cárcere é chamado de 1º núcleo, ou seja, é a concretização da primeira fase do projeto Ecomuseu da Ilha Grande, que será dividido em cinco núcleos: Museu do Cárcere, Centro de Informações, Parque Botânico, Casa da Vila e Centro Multimídia.
Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
Em 1994, o Governo do Estado concedeu à Uerj a cessão de uso da Colônia Penal Cândido Mendes pelo período de 50 anos. Em 1998, foi inaugurado o Centro de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Sustentável (Ceads), núcleo multidisciplinar que realiza projetos que envolvem atividades de ensino, pesquisa e extensão voltadas aos estudos, ao monitoramento ambiental e à qualidade de vida.
No centro de estudos são realizados projetos ambientais em 12 áreas de conhecimento: Antropologia, Botânica, Ecologia, Educação Ambiental, Educação em Saúde, Engenharia de Pesca, Farmacologia, Geociências, Nutrição, Oceanografia, Sociologia, Zoologia. O Centro ainda mantém uma base avançada na Área de Proteção Ambiental dos Tamoios, na Ilha Grande, onde realiza pesquisas científicas e tecnológicas com foco em desenvolvimento sustentável.
A estrutura do Ceads foi planejada para receber pesquisadores de todo o Brasil e do exterior, com alojamentos para cerca de 30 pessoas. A última etapa que faltava no seu planejamento foi inaugurada agora, com o Ecomuseu.
Endereço: Rua Amapá, s/nº - Vila Dois Rios.
A entrada é gratuita.
Agendamento e informações:
Tel: (24) 3361-9049 ou (21) 2587-7124.
E-mail: ecomuseu@uerj.br
O horário de visitação é aos sábados e domingos, das 10h às 16h. É possível agendar visitas (15 dias de antecedência) para grupos fechados com direito a transporte às sextas (somente para grupos de escolas, organizações sociais, grupos de guias e etc). Os telefones para contato são (21) 2334-0056/ 2334-0897.
Carlos Eduardo Duarte
IDEIAS - Assessoria de Comunicação
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