Estudo da Amadeus aponta a maturidade e potencial de aplicativos móveis no Turismo
A tecnologia móvel transformará a experiência do viajante, bem como a operação das companhias aéreas, nos próximos anos. Essa é a conclusão do mais novo estudo encomendado pela Amadeus, líder global em soluções de TI e distribuição para o mercado de viagens e turismo, realizado em parceria com a Tech Travel Consulting Inc. Intitulado “Viajante Sempre Conectado”, o estudo ouviu 2.978 viajantes em cinco regiões do globo: Ásia, Europa, América Latina, Oriente Médio e América do Norte. Além disso, foram feitas nove entrevistas qualitativas com companhias aéreas no Oriente Médio, América Latina, Austrália e EUA em abril.
O relatório traz à tona e discute três principais pontos: Quais as etapas mais importantes para o viajante e quais serviços devem ser melhorados para ampliar sua experiência de viagem? Quais são os hábitos de uso de tecnologia dos viajantes? Como os dispositivos móveis poderiam maximizar a vivência do passageiro hoje e no futuro?
Com base nisso, o estudo mostrou que as companhias aéreas devem investir em aplicativos que rodem em todas as plataformas existentes e que sejam robustas e ágeis, para garantir uma navegação satisfatória e que contemplem todo o ciclo de viagem (do planejamento ao pós). Afinal, é inegável a crescente adoção de dispositivos móveis. Dados do IDC revelam que o uso smartphones cresceu 79,7% na base ano a ano (número referente ao 1T11) e já há cinco bilhões de dispositivos móveis no mundo todo. Em locais como África e China, por exemplo, o principal meio de conexão já é o celular e essa é uma tendência mundial.
E, quando se trata do uso da mobilidade para o turismo, os números da pesquisa mostram que os viajantes frequentes são os mais adeptos. Um terço desse público já a utiliza para fazer reserva em smartphones e tablets. A idade do passageiro também influencia nesse quesito, como mostra o gráfico abaixo.
Questionados sobre quais serviços usariam por meio dos gadgets móveis, os viajantes entrevistados responderam:
- 39,9% dos entrevistados usariam para receber alertas, em tempo real, com o status de seus voos;
- 36,7% para rastrear sua bagagem;
- 36,3% para acessar a internet dentro do avião e durante o voo;
- 35,7% para receber direções dentro do aeroporto (portão de embarque, entre outros);
- 31,7% para realizar o check-in.
Ampliando o tema check-in, a pesquisa levantou qual o principal método adotado, com corte por região. A América Latina, nesse sentido, aparece como uma das localidades mais conservadoras, sendo que apenas 4,3% dos passageiros preferem os devices móveis para realizar a operação. Atrás de nós, está apenas o Oriente Médio, com 3,2%, como mostra a figura abaixo.
Aliando tecnologia ao turismo, as mídias sociais aparecem como um expoente e têm conquistado, cada vez mais, relevância neste universo, sendo acessadas – principalmente – em dispositivos como tablets e celulares. Os brasileiros, no entanto, surpreendem, ao aparecer como o país da América Latina que menos usa a ferramenta para fins turísticos, com 69%. Os países asiáticos, ao contrário, disparam na frente e são os maiores usuários, em sua maioria.
E se o futuro mostra que a mobilidade vai revolucionar a forma como os viajantes voam, o seu uso ainda é bastante incipiente. Na América Latina estão disponíveis apenas funcionalidades de check-in, código 4D, gerenciamento do itinerário, escolha do assento e informações sobre o aeroporto. Assim, é uma das regiões menos desenvolvidas, juntamente com África e Ásia-Pacífico. Só estamos à frente do Oriente Médio. O Japão (mercado doméstico) é o mais avançado e já oferece o ciclo completo de viagem por meio de aplicativos móveis.
Atualmente, mais de duas mil aeronaves já são equipadas com wi-fi no mundo e esse número só tende a crescer. Algumas companhias aéreas já oferecem aplicativos para que os passageiros façam download das revistas de bordo em seus tablets e, no Brasil, já é possível ver atendentes realizando check-in – também por tablet – fora das filas.
Com a evolução da tecnologia e do seu uso, é esperado que as aéreas usem os localizadores para identificar os passageiros que já estão no aeroporto e, com isso, possam ter melhor controle de situações de no-show, por exemplo. A ferramenta poderá ser usada em casos de interrupção dos serviços, já mostrando ao passageiro novas alternativas de voo ou, ainda, enviar vouchers compensatórios e ampliar a satisfação do viajante.
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Fonte: Jornal de Turismo


