Para ministra, marketing está entre maiores deficiências do turismo
A ausência de marketing eficaz e falta de monitoramento da atividade nos municípios e Estados foram os motivos dados na última segunda-feira pela ministra do Turismo, Marta Suplicy, como as maiores deficiências do turismo no País, de acordo com a Folha de São Paulo.
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou um estudo sobre as condições de infra-estrutura e serviços dos principais destinos turísticos brasileiros. A FGV estabeleceu uma escala que de 0 (deficiência máxima) a 100 pontos (eficiência máxima).
Ainda segundo o jornal, as ações de marketing obtiveram 37,6 pontos, e o monitoramento da atividade turística, 34,8, que mediu a existência de pesquisas de satisfação de turistas e a qualidade das estatísticas sobre o setor nos 65 destinos.
O quesito com a melhor avaliação (61,8) foi o de infra-estrutura, que inclui saúde pública, energia, comunicação, segurança pública e urbanização.
A importância do Marketing para o Turismo
Muitos são os conceitos erroneamente associados à palavra marketing. Para muitas pessoas, marketing tem a ver com propaganda, política, vendas ou promoção pessoal.
Na verdade, marketing nada mais é do que o ato de conhecer o mercado de atuação de uma organização, para posteriormente oferecer, de forma inovadora e criativa, os produtos e serviços que esse mercado necessita.
Este acompanhamento e o estudo do mercado devem ser contínuos, porque a única certeza que temos é que as pessoas são diferentes e estão sempre buscando mudanças e novidades.
O marketing tem várias ferramentas, como: Pesquisas de Mercado, Desenvolvimento de Produtos, Estratégias de Lançamento, Logística de Distribuição e Vendas, Promoção, Merchandising, Propaganda, Publicidade e Pós-Venda. Para utilizá-las corretamente, é preciso entender que não se vende o que você tem e gosta de vender, mas sim aquilo que as pessoas desejam comprar.
Um plano de marketing é o que resulta da definição e organização de um conjunto de estratégias, visando à conquista e a manutenção de clientes.Sabendo disso, e de como tudo isso pode beneficiar um município, ainda persiste um questionamento: por que tão poucas cidades investem em marketing no turismo?
Alguns motivos podem ser apontados. Uma razão possível é que as cidades ainda não perceberam a importância do turismo para a sua economia. Não investem ou investem errado. Outra provável causa é a demasiada interferência da “política” na organização e promoção do turismo: Há muita dependência incentivada da “política” no setor de turismo. Os órgãos públicos gastam no que é privado e deixam de investir em infra-estrutura e os agentes privados não investem no que seria de sua competência e não cobram ação do Poder Público, por estarem em situação de dependência. A única certeza que se tem é que todos perdem com essa atitude.
No Brasil, cerca de 40% da população faz turismo. O maior público está justamente na região sudeste. As pessoas viajam sobretudo buscando lazer e cultura e se deslocam geralmente para destinos que fiquem a até 300 quilômetros de suas casas.
O que as cidades necessitam para entrar neste mercado? Devem definir qual o tamanho do turismo que querem, estudar continuamente o público que pretendem atender, investir adequadamente em produtos que possam trazer retorno adequado, acompanhar resultados e envolver a sociedade nas atividades e nos resultados. Enfim, ter um bom plano de marketing.



