Portugal é o segundo destino mais competitivo do Mediterrâneo
Medidas implementadas no âmbito da Estratégia de Lisboa colocaram Portugal como 2.º destino mais competitivo do Mediterrâneo, 10.º da Europa e 17.º do Mundo, sustendo a queda internacional no mercado turístico.
Os apoios do Plano Nacional de Reformas, em curso até ao próximo ano, permitirão apoiar empresas responsáveis por mais de meio milhão de postos de trabalho através de linhas de crédito. Distribuídas por diversos tipos de apoios, em particular às PME, desde as linhas de financiamento aos programas de reconhecimento de mérito empresarial e passando pela formação e qualificação de empresários, as medidas delineadas no âmbito da Estratégia de Lisboa terão sido particularmente visíveis no sector do Turismo. A conclusão é evidente no relatório apresentado pelo coordenador nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, tal como avançado, ontem, em parte e em primeira mão, pelo JN.
Algumas das medidas tomadas incluem a criação dos pólos de desenvolvimento turístico, a dinamização das rotas aéreas para Portugal e a própria criação no Turismo de Portugal, no âmbito das medidas do Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), a par do reforço das campanhas de comunicação internacional e reorientação das mesmas no tocante ao turismo interno e ao mercado espanhol.
O "bom ambiente empresarial", obtido pelos diversos apoios concedidos às PME, também terá permitido às empresas turísticas chegar a tais resultados. Concretamente, foram realizados 20 projectos de investimento turístico (12 privados e oito públicos) no valor de mais de 67 milhões de euros, graças à delimitação e dinamização dos instrumentos de financiamento dos novos pólos de desenvolvimento turístico e prioridades definidas. O Programa de Intervenção do Turismo permitiu requalificar destinos turísticos consolidados, como Lisboa, Costa do Estoril, Madeira e Algarve, num investimento de 14,4 milhões de euros.
Na área administrativa, a desmaterizalização de processos de licenciamento e de apoio ao investimento da competência do Turismo de Portugal permitiu eliminar a maioria da burocracia e reduziu custos para as empresas. Foi, ainda, implementada uma plataforma de registo de empresas de animação turística que permite gerir produtos e destinos turísticos, disponibilizando ferramentas de monitorização de indicadores de eficácia e que será alargada aos empreendimentos turísticos em 2010.
Fonte: Jornal de Notícias (de Lisboa, Portugal)


