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Seminário debate cruzeiros durante Olimpíada

Publicado em 22 de Outubro de 2009 - 09:27

Os cruzeiros marítimos têm estado na mídia recentemente por terem sido apontados, por autoridades públicas do Rio, como uma alternativa à falta de leitos suficientes na cidade para abrigar os milhares de turistas que devem desembarcar durante a Olimpíada de 2016. Para debater o assunto, foi realizado, na manhã desta quinta-feira, dia 22 de outubro, durante a Abav 2009, o seminário “Cruzeiros marítimos – Especialize-se nessa comercialização”. Estiveram presentes o presidente da Abremar (Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas), Ricardo Amaral; o diretor da Abav e agente de viagens da Equatorial Turismo, Paulo Tadros; e do diretor de projetos da Abav, José Carlos Vieira.

“Por muito tempo, os cruzeiros não eram vistos com bons olhos pelo setor. Agora, com a Olimpíada, muitos passaram a ver esse tipo de turismo com uma outra visão. Não somos mais os patinhos feios do setor. Vamos dar uma grande contribuição ao Rio com nossos cruzeiros, que servirão como hotelaria durante os Jogos”, afirmou Ricardo Amaral.

Para Paulo Tadros, o cruzeiro é altamente charmoso e atraente para o consumidor por reunir diversos fatores em um só produto. “Você reúne hotelaria, gastronomia, entretenimento e comodidade em apenas um lugar. Por isso, é um produto de fácil venda e os agentes de viagens precisam ter isso em mente”, comentou.

Não é preciso muita persuasão para chamar a atenção para os cruzeiros marítimos. O crescimento do segmento pode ser exemplificado pelo número de navios que estão aportados no Brasil na atual temporada. São 18. Dois a mais que na última temporada. A oferta de leitos também deu um salto de 540 mil para 900 mil. Um crescimento de 66,5%. O impacto econômico no Brasil é de US$ 340 milhões, com geração de 6 mil empregos diretos e 32 mil indiretos.

“Há vários motivos para isso. Maiores investimentos por parte das companhias, temporada estendida (outubro a maio), maior número de mini-cruzeiros e maior número de hóspedes estrangeiros são apenas alguns deles”, disse Ricardo.

Só que ainda há espaço para crescer. Pesquisa do Ibope/TGI afirma que 40,5 milhões de brasileiros, 23% da população, têm potencial para viajar em cruzeiros. Este ´um dos objetivos da Abremar, fundada em janeiro de 2006 com o objetivo de regulamentar, promover e expandir a atividade do segmento no Brasil. Atualmente, já são mais de 17 associados.

“Temos que reforçar a imagem dos cruzeiros no País. No final do ano passado sofremos um baque com todas aquelas notícias ruins, como o falecimento de uma jovem em uma festa que, por acaso, acontecia em um navio. Na ocasião, já havíamos nos pronunciado de que o trágico acidente poderia ter ocorrido em qualquer lugar em terra firme. A menina havia sido atendida no navio, mas não adiantou. Agora, é o momento de revertermos a imagem negativa com os próximos grandes eventos que o Brasil irá sediar”, reforçou Ricardo.

Fonte: Jornal de Turismo