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Turismo: vinhos e natureza em Mendonza, na Argentina

Publicado em 29 de Outubro de 2009 - 10:43

Em Mendoza, quando o vento começa a soprar forte, levantando poeira, você se sente em um cenário de filme. A natureza é poderosa nesse pedaço da Argentina. Se manifesta nas formas da Cordilheira dos Andes, na fauna, na vegetação, nos córregos. E principalmente no céu, onde o astro rei brilha 300 dias por ano. Por esse motivo, a cidade tornou-se conhecida como terra do sol e do vinho. Nesse cenário surreal, são raros os dias nublados, embora os invernos (especialmente as noites) possam ser bem frios.

Situada a 1.085km de Buenos Aires (cerca de uma hora e meia de voo ou uma noite inteira de ônibus), Mendoza, que fica a apenas meia hora de avião de Santiago, está localizada no centro-oeste da Argentina e faz fronteira natural com o Chile pela Cordilheira dos Andes. Por ar ou por terra, a vista no caminho entre ela e a capital chilena é dessas coisas que ficam na memória.


A cidade fica em meio a uma paisagem desértica — lembra a do cerrado, às vezes —, mas é surpreendentemente verde, arborizada, cheia de jardins. Basta notar as calhas de água entre as ruas e as calçadas para saber o porquê. Elas transportam a água que vem do degelo dos Andes e servem para prover Mendoza de água. Também chamam as praças bem cuidadas, as bodegas e os comércios de artigos regionais, além dos bares, restaurantes e hotéis.

Os amantes do vinho preferem visitar a região em março, para participar do Festival da Vendimia (vindima, em português), a celebração da colheita das uvas, marcada por concertos e uma série de atividades patrocinadas pelas bodegas da região. Se você não pode estar lá nesse período, sem problema. Por conta do clima moderado e do sol quase onipresente, não há época ruim para visitar Mendoza.

Fonte: Correio Braziliense