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Vassouras de Pet ajudam na preservação do meio ambiente

Publicado em 06 de Junho de 2011 - 14:08

Vale tudo na hora de cada um fazer a sua parte na luta para a preservação do meio ambiente, até mesmo na hora de “dar uma varrida na casa”. Ganhando dinheiro com isso é melhor ainda.


Na cidade de Patos, na Paraíba, cidade distante 301 quilômetros da capital, João Pessoa, e 180 quilômetros de Campina Grande, o empreendedorismo da Cooperativa Agrícola Mista de Patos e da Câmara de Dirigentes Lojistas, com o apoio do Sebrae, rendeu excelentes frutos no trabalho de aproveitamento de um material descartável como o Pet, na fabricação de vassouras e como instrumento gerador de renda para as pessoas que viviam no trabalho de coleta.


Como benefício adicional e de extrema importância, uma boa parte do material que iria poluir os rios e os terrenos da cidade, acabaram ganhando um destino nobre, ajudando na preservação do meio ambiente e diminuindo os custos do seu respectivo recolhimento.


A ação


Após o estudo de várias iniciativas semelhantes por todo o país, de aproveitamento da garrafa Pet, o grupo trabalhou na montagem de um projeto piloto, utilizando a ideia desenvolvida no município de Maracaçumé, no estado do Pará, que já mantinha unidades instaladas em comunidades pobres gerando renda para os moradores e diminuindo a quantidade de garrafas descartadas.


Como o trabalho realizado nestas comunidades ainda se encontrava em uma fase bastante rústica, o grupo de Patos resolveu mecanizar a linha de produção na cidade com a criação de máquinas especiais.


“Visitamos outras fábricas deste mesmo produto e estamos um pouco à frente em relação ao maquinário dessas outras. Buscamos nos aperfeiçoar ainda mais, chegando a restaurar algumas máquinas que eram utilizadas neste processo e fazendo melhorias nelas. Foi um investimento em longo prazo, mas que já nos tem rendido bons frutos”, comemorou João Dias, o mecânico industrial que iniciou o processo de fabricação das máquinas em sua própria casa.


Fabricando cerca de 100 vassouras por dia, com média de três a quatro pessoas operando na produção, o dinheiro arrecadado possibilita o pagamento de um salário mínimo para cada uma das pessoas envolvidas na fabricação do item e um lucro médio de R$ 1 mil para o administrador.


Os resultados gerados em torno dessa produção tem sido satisfatórios, no que se refere um âmbito criativo, rentável e de estímulo à preservação do meio ambiente. Gerente da Agência Sebrae em Patos, Aldo Nunes, celebra o sucesso do negócio. “Importamos a tecnologia da fabricação e conseguimos fazer com que uma empresa de Patos passasse, não apenas a fabricar as vassouras, mas a ser produtora da máquina com um maior aperfeiçoamento."


Com a Agência Sebrae